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CRÍTICA PROGRESSIVA
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Brasil Que Não Vai Pra Frente 1: Violência
Todos os dias, temos escutado que o Brasil vai bem: bem no futebol, na economia, e em outras coisas que apesar de serem divulgadas pelos principais veículos de comunicação com base em estatísticas fornecidas por órgãos governamentais ou não-governamentais, não as vemos, quer porque estejam longes de nossa realidade quer criem um mundo de fantasia para que acreditemos, que o país esteja bem de saúde (que também não tem).
Problemas são muitos, e claro que se espera um dia resolvê-los, mas estamos esperando há mais 500 anos. Não podemos dizer que o Brasil seja um país perfeito, pois lugar assim, só nossa casa e olhe lá! Infelizmente, terei de escolher um problema dentre tantos que há para falar neste texto, porque não dá pra discutir todos, senão o artigo ficaria muito longo e cansativo, por sinal, porque estou certo de que você apenas quer ler uma opinião e não uma Bíblia, não é? Por isso, o tema de hoje é: violência.
Todavia, violência se divide em diversos subtemas: a doméstica, a urbana, a social, etc. Ficarei com a urbana, a que realmente afeta a nação, já que todas as outras formas estão presentes em qualquer parte do mundo, e o Brasil não seria uma exceção, por isso não devemos crucificá-lo.
Temos como exemplos bastante comuns a violência nas grandes cidades, como os assaltos constantes e a expansão de diversas facções criminosas (que estão se mostrando muito mais organizadas do que aqueles que as combatem), dominando o tráfico de drogas e alguns comércios locais, mas principalmente coagindo os moradores nas determinadas comunidades onde atua.
De onde vem a violência, é isso que você quer saber ou acha que já sabe? Esta já está no íntimo do ser humano, podendo se desenvolver ou não, a depender da formação psicossocial de um indivíduo, mas no caso apresentado, poderia dizer que é tudo isso e muito mais, produzido por um conjunto de fatores sociais, tais como: pobreza (para não dizer fome), deficiência no sistema educacional, além da própria contribuição da violência e do prazer que ela proporciona aos seus praticantes por conseguirem alguns benefícios materiais, esquecendo-se do dia de amanhã, quando terão de prestar contas à própria sociedade ou pagar com a vida, o que geralmente acontece.
A respeito dos freqüentes assaltos nas ruas, é difícil para um cidadão comum fazer alguma coisa, já que não consegue se defender sozinho, mas também, porque não há policiamento suficiente ou nos locais adequados para evitá-los, mas a solução é não andar com muito dinheiro, não reagir e sempre caminhar por ruas movimentadas ou se preferir, renuncie ao mundo e não saia mais de seu lar, porém saiba que mesmo assim, não estará totalmente seguro(a).
Já, quanto à influencia do tráfico nas favelas, existe uma via de mão-dupla, embora nem todos percebam isso: um dos objetivos do tráfico é fazer seus respectivos moradores temê-lo ou respeitá-lo, para não denunciá-lo, mas principalmente fazer com que esta gente pense que é dependente dele, quando na verdade, é ele o dependente daqueles moradores, pois se todos o entregassem ou se opusessem a isso, não se criaria. Contudo, o marginal é esperto: em datas festivas, como o São Cosme e São Damião, o Dia das Crianças e/ou o Natal, tenta comprar aquela população, distribuindo doces e presentinhos ou até mesmo, ajudando no sustento de famílias, como consta em alguns vídeos documentários por aí.
No entanto, é a própria população, no geral, que torna a criminalidade cada vez mais forte, pois apesar de reclamar que paga seus impostos e exigir mais segurança e outras coisas mais, também é cúmplice do crime: é o rico comprando a droga, principalmente, por ter dinheiro pra isso, e o pobre também (sem generalizar, porque existem muitas pessoas de bem, ainda). Além disso, há outro fator que contribui para o fortalecimento do domínio de quadrilhas nas favelas: por exemplo, quando acontece uma briga entre vizinhos, ao invés de uma das partes reclamar com as autoridades, simplesmente vai lá e chama o marginal pra resolver tudo. É um absurdo, entretanto é a mais pura verdade (mais uma vez não estou generalizando, mas quase o fazendo). Provavelmente, o medo daquele morador é que se chamasse a polícia, o bandido poderia matá-lo depois, por estar “sujando” a sua área.
Dizer que somos brasileiros e por isso não devemos desistir nunca é muito bonito, mas também relativo, pois parece que o bandido também pensa assim, e cada vez mais insistindo em desafiar o poder público para firmar-se na sociedade onde atua.
Uma pergunta muito interessante é saber de onde os traficantes conseguem suas armas, já que as fronteiras são vigiadas, além dos aeroportos, rodoviárias e rodovias.
Outro fato que nos faz perder qualquer tipo de esperança por punição ou fé na justiça é a própria lei, que às vezes parece estar a favor do bandido: este mata, rouba, faz o “inferno”, e quando consegue ser preso, não fica por muito tempo numa cadeia, porque lá, trata logo de botar uma Bíblia embaixo do braço pra dizer que está arrependido de seus crimes, e sai logo por “bom comportamento”, pra não dizer fingimento. Sabemos que não há celas suficientes para tantos marginais, que aumentam a cada dia, e nem um programa eficaz (pelo menos que eu saiba), que coloque o preso a prestar serviço dentro da prisão, como uma das formas de reintegrá-lo e oferecê-lo uma oportunidade para estar novamente na sociedade, mas se com toda a liberdade que tinha não se comportou, quando sair, que não irá mesmo, por achar que foi tudo muito fácil e não ter dado tempo suficiente para se arrepender de seus erros. Em alguns países, prisioneiro trabalha, não fica à toa “matutando” como fugir da prisão e/ou cavando túnel, porque não sobra tempo pra isso. Mas aqui, o bandido continua “vagabundo” dentro e fora da cadeia, sendo sustentando pelo povo, sem ter de pagar por isso.
Bom, não posso ficar mais falando sobre violência, até porque já estendi “dimais” o assunto e sei que você não deve estar agüentando mais ler um texto tão longo. Talvez, seja por isso que tanta gente deixa de estudar, só por pensar que terá de ler coisas tão longas assim... mas isso fica para um próximo artigo.
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Escrito por DIego Francisco às 16h49
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Se Sou o Patrão, Me Demito
De dois em dois anos, somos obrigados a ouvir aquela frase irritante das propagandas eleitorais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)/TRE (Tribunal Regional Eleitoral), dizendo: “Você é o patrão!”. E, por causa disso, resolvi me demitir como eleitor, não votando mais em nenhum candidato, anulando todos, já que o meu voto só é válido para eleger um político, e não para demiti-lo, quando me representar mal em seu cargo. Pois, é bom que fique registrado, que votos em branco ou nulos não contam ponto pra nenhuma legenda, apenas os válidos. E, também que, não há como saberem em quem você votou ou não. Pode ficar super tranqüilo quanto a isso! mas é isso que o povo não consegue entender.
Em todas as eleições é a mesma coisa: aquele monte de políticos em seu blá blá blá, sendo mais utópicos que o próprio eleitor, que sonha em um dia acabar com a corrupção e com a banda podre do poder. É um tal de aparecer obras daqui, outras dali, que não dá pra entender. Na verdade, até dá, o problema é que muita gente não pensa sequer o porquê de tantas obras somente em período eleitoral. O motivo é que se eles fizerem qualquer tipo de obra/projeto nos anos anteriores às eleições, poderão não ter sucesso para uma possível reeleição, pois o brasileiro é muito esquecido e só lembra do cara pelos seus últimos feitos, então, se deixa chegar às últimas, para fazer obras emergências, por exemplo, quando na verdade, poderiam estar corrigindo os buracos nas ruas/estradas nos seus outros anos de gestão. Mas pra quê?
Você, eleitor, coloca um indivíduo no poder, porque falou bonito ou este o promete mundos e fundos, quando no final, só vai te deixar o fundo, o fundo do poço para o cidadão (sem generalizar, mas quase o fazendo).
Em 2006, trabalhei como mesário reserva nas eleições a presidente, governador, senador e deputado federal. Foi um horror: no primeiro turno, não precisei ficar, apenas no segundo, pois um dos mesários tinha chegado cinco minutos atrasado do horário inicial de votação, e dentre os reservas, me escolheram, alegando que no primeiro turno eu não havia trabalhado. Pode uma coisa dessas, marcaram o meu rosto! O que tinha de gente que não sabia sequer em quem votar, nos perguntando em quem deveriam dar o seu voto, não dá pra contar, mas infelizmente, não pude dizer nada, pois estava a serviço do TRE, e por isso, fui imparcial, dizendo simplesmente um “não sei, o sr(a) é quem sabe”, mas com uma vontade de dizer: “anula p...”, mas não podia fazer isto. Tinha gente votando em qualquer um, só porque achava que era obrigado a votar em alguém. Só que você não é obrigado a votar em alguém, porém aparecer lá na sua seção eleitoral, assinar aquele caderninho ou colocar o dedinho e digitar alguma coisa naquela maquininha. Nada mais.
Muita gente acha que, por estar votando, está cumprindo o seu dever de cidadão, no entanto, existem outros deveres que o mesmo esquece, como preservar o lugar onde vivem e fazer-se respeitar como eleitor, mas aqui é uma bagunça, já que a maioria dos eleitores não tem estudo suficiente, sequer conhecem seus direitos!
Já pensei seriamente ingressar no mundo da política, pois eu seria uma exceção, já que estou dando andamento ao Ensino Superior (coisa que a maioria dos candidatos sequer têm). Digo que na política, teria todos os privilégios. Tanto é que quem entra não quer sair mais desse mundo. Um determinado indivíduo entra, mal apresenta algum projeto concreto, aumenta o próprio salário na hora que bem entende, sem consulta popular pra saber se nós cidadãos estamos ou não de acordo com isso, além de todas aquelas regalias como décimo terceiro e quarto salários, dinheiro pra isso e pra aquilo, e por aí vai. O engraçado é que, pra dar um aumentozinho ao trabalhador é um “uma coisa”, pois sempre alegam não ter caixa suficiente para isso. Mas como tem pra eles? É isso que ninguém entende! Outro dia, conversando na rua com uma senhora, que se dizia ser funcionária pública, a mesma me disse que participava de greves, exigindo melhores salários e benefícios, porque os políticos aumentavam os próprios salários em percentuais absurdos, enquanto que ela e outros, como funcionários públicos ralavam pra caramba em suas funções, e só conseguiam um aumento irrisório.
Outro fator positivo, para quem já vai com má intenção, é o benefício que o político tem ao exercer seu mandato, pois sua imunidade parlamentar o protege de muitas coisas, a começar de si próprio. Exemplo: um determinado político é acusado de estar envolvido com algum tipo de corrupção, envolvendo o dinheiro público. Ele não pode ser investigado ou processado pela polícia comum. Cria-se logo uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), a qual várias vezes, anda que nem caranguejo, pois não chega a lugar nenhum, e se chega, não há como condenar tal indivíduo, por não haver provas suficientes, ou se as têm, o mesmo renuncia ao cargo, para continuar a deter dos privilégios de se candidatar novamente em uma próxima eleição. E, o pior é que ganha, mesmo com tudo o que fora noticiado pela mídia!
Um golpe de marketing político bastante interessante é o fato de vários se filiarem a algum tipo de associação/grupo, para assim deterem votos de determinadas classes, como por exemplo, a de um time de futebol ou de uma igreja. Nada contra quem se ingressa a algum grupo, mas tudo isso já está mais do que denotado, não havendo necessidade de conotar o óbvio.
Antigamente, se via mais as realizações de pequenos desejos em troca de votos, como uma cesta básica ou material de construção para o barraquinho, mas com as proibições da justiça eleitoral, no intuito de tentar conduzir eleições limpas, em todos os sentidos, tem de se prometer mais e falar melhor.
Tem uma coisa que eu gosto muito, embora, muitas pessoas condenem: a baixaria política, pois somente através dos programas eleitorais, mas principalmente dos debates na mídia, que descobrimos certos podres do candidato, - os quais não sabíamos ou tínhamos esquecido, mas que o outro, que já fora colega de trabalho ou aliado político, que também participava de tais atos, mas que agora é seu adversário político, - nos faz o favor de contar.
Não se pode fixar cartazes em locais públicos e também, distribuir panfletos dos candidatos próximo aos locais de votação, mas não é isso que eu vejo, não somente como cidadão, mas como futuro repórter. Só faltam distribuí-los dentro das salas.
Bom, não dá mais pra ficar lendo, até porque enjoa, mas e você, o que tem feito como patrão/patroa?
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Escrito por DIego Francisco às 19h14
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Batia No Peito
O ser humano tem uma coisa de engraçada: tenta compensar os seus fracassos ao compará-los com os dos outros. Com o brasileiro não seria diferente: Sempre se batia no peito, um orgulho estampado na face, pelo fato de o Brasil ser um país “maravilhoso”, apesar de seus inúmeros problemas como: corrupção, violência, miséria, analfabetismo, entre outros. Como assim um país “maravilhoso”?:
Pelo simples fato de não haver furacões, terremotos, maremotos, vulcões e outros fenômenos trágicos da natureza e/ou políticos-sociais como terrorismo. Isso era a marca do brasileiro: uma “Terra Abençoada”. Batia-se no peito por isso. Não sei, não! Tudo isso já está mudando: o Brasil já tem furacões, ou se você preferir, ventos fortes que destroem tudo ao seu caminho (se não quiser admitir que estes problemas já existem aqui). Tem tremores de terra, que agora podem ser chamados realmente por terremotos, pois 5,2 graus na escala Richter não é qualquer coisa, não.
É um jeito covarde, ficar comparando os problemas de um povo com o de outro. Cada qual tem aquilo que melhor consegue lidar. Tem países que estão sempre acontecendo fenômenos naturais arrasadores, e logo sua gente está de pé para continuar o seu cotidiano, como se nada tivesse acontecido.
Percebe-se que não se pode ficar vangloriando de que a natureza abençoa mais este lugar do que outro, pois ela é imprevisível, e só está manifestando os estragos feitos pelo próprio homem. Melhor nem bater no peito por não ter isso ou aquilo, pois do jeito em que o mundo está hoje, não é impossível que outros problemas políticos-sociais, econômicos, ambientais cheguem até aqui. Não que eu esteja agourando para isso, no entanto, é preciso reconhecer que nada é impossível, do mesmo modo em que se acreditava jamais ter um terremoto, por causa das coisas que a TV nos diz sobre o Brasil estar protegido por estar no centro das placas tectônicas. Se isso é verdade, como se deve o fato de o país ter sido vítima recente de um fenômeno assim? Pelo amor de Deus, só não me diga que é o fim do mundo!
Ninguém está imune a nada: nem a problemas econômicos-sociais, nem aos políticos, tampouco os de origem natural. Orgulhe-se das coisas boas que se tem, sem depender de um fracasso alheio, para acreditar-se como superior, ou melhor, que outro. Se determinados acontecimentos não chegaram aqui, ótimo. Se chegarem, é preciso lidar com eles, e mais do que isso, solucioná-lo, através das experiências que outros têm por já terem passado pelos mesmos problemas.
Se for analisar bem, cada povo se compara com os demais, e ao mesmo tempo, agradece por não ter os mesmos problemas que os nossos: muitos com certeza, devem se sentir abençoados ou felizardos por não ter corrupção em seu país, pelo menos como se tem no Brasil, assim, como em seu país não existe crise educacional, nem altas taxas de mortalidade, tampouco violência, como se enfrenta aqui nessa guerra diária, e que infelizmente já é vista com normalidade entre as pessoas.
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Escrito por DIego Francisco às 21h11
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Doutor Qualquer Coisa
Se há uma palavra que realmente eu acho engraçada é essa: “doutor”. O Aurélio me traz as seguintes definições para esta palavra tão simples: “sm. 1. O que se formou numa universidade e recebeu a mais alta graduação desta após haver defendido tese. 2. O que se diplomou numa universidade. 3. Médico.” Já com Luft eu tenho o seguinte: “adj. e sm. 1. Indivíduo formado em faculdade e que defendeu teste. 2.(p. ext.) Bacharel, espec. em medicina ou direito. 3. (pop.) Indivíduo muito entendido no assunto.” Até aí eu entendi, não tenho nenhum problema quanto às definições dadas por estes dois ilustres dicionários, porém o meu questionamento é outro.
Até onde eu sei, doutor, ou simplesmente “Dr.” é o tratamento que damos a um médico ou um advogado, mas também é o termo em que usamos para classificar alguém que fez o doutorado em uma faculdade, e não simplesmente qualquer coisinha que tenha um 3° grau e já se acha muito por isso, pois se fosse assim, qualquer universitário seria doutor. Mas bem, essa não é a lógica. Pois, o que eu acho mais engraçado, para não dizer absurdo, é o modo como essa palavra “doutor” tem diferentes significados ou conotações.
Existem pessoas que fazem questão de serem chamadas por doutor, não sei se é por se acharem mais que os demais (tudo bem, se realmente tiver o título, deve ser respeitado como tal, mas tudo é a maneira como se pede isso aos demais). É muito comum isso no funcionalismo público, quando várias pessoas (sem generalizar) fazem uma questão enorme em serem chamadas como tal, não sei ainda a verdadeira razão disso. Quem trabalha em call center sabe muito bem do que estou falando: de vez em quando liga uns clientes metidos, e quando o atendente se refere aos mesmos como senhor ou senhora, o assinante, já com um tom mais de imposição se intitula como doutor fulano ou beltrano. Como é o que o atendente vai saber se o indivíduo é ou não um doutor? Aliás, ninguém nasce com esse título. Isso se conquista durante a vida. Sinceramente, gostaria de saber se essas grandes empresas tem alguma parte em seu cadastro, no qual possam colocar tais observações, como por exemplo “cliente fresco: o mesmo deseja ser chamado como doutor.”
É lógico que o indivíduo merece ser chamado como tal, no entanto, os outros não são obrigados a saber, se não são seus clientes ou pacientes. Pra dizer a verdade, o ser humano é senhor (Sr.) ou senhora (Sra.), e isso ninguém pode tirar esse tratamento. Às vezes fico pensando se determinados indivíduos foram pobres demais na infância e hoje querem provar a si próprios que conseguiram ser algo e sair da merda na qual viviam. O fato de não ser chamado por doutor não é nenhum desrespeito, apenas falta de consciência de algumas pessoas.
Só que infelizmente, essa palavra não é mais utilizada apenas para pessoas que chegaram a um estágio supremo do terceiro grau, mas para qualquer um que possa estar usando um terninho com uma gravata e um par de sapatos sociais. Vejo muito isso: pessoas chamando outras por doutor pelas roupas que usam, mas lamento dizer que roupa não compra diploma, e se fosse assim, todo crente seria um doutor, pois geralmente andam bem-vestidos como tal apresento neste parágrafo.
É fácil, você leitor entende aonde quero chegar, pois hoje em dia, qualquer coisa é doutor, basta ter um diploma de nível superior ou não ter cara de pobre, que logo será tratado desse modo.
Às vezes, o pessoal brinca comigo e me chama por Dr. Diego, então eu lhes digo que ainda está muito longe, até porque eu sei que para eu merecer tal título não basta ficar no bacharel, é preciso muito mais do que isso, e pra chegar lá não é fácil, todo mundo sabe disso. Mas, antes de ser chamado por Dr. Diego, preciso ser o Dr. Humildade, pois respeito se conquista ao longo de sua vida, e não é o fato de me chamarem ou não assim, que estarei sendo desqualificado como ser humano, pois um verdadeiro doutor não está nas roupas que usa ou no diploma que carrega, mas no que realmente sabe e representa profissionalmente e socialmente. E, você, já passou por alguma situação dessa, na qual era praticamente obrigado a chamar alguém por doutor?
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Escrito por DIego Francisco às 00h49
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Miséria é Sinal de Riqueza
Ah, essa eu não posso deixar de contar! Estava eu, sexta-feira (28/03/2008) no Centro resolvendo uns probleminhas, daí, parei numa lanchonete para comprar um salgado. Também, estava cheio de fome. “Pandora gritava” (Pandora é o meu bichinho de estimação. Rsrsrs). Pedi um salgado e um refrigerante. Também pedi à atendente, que me arranjasse ketchup, porque não tem graça comer salgado sem isso, então eu escuto a seguinte frase: “desculpe senhor, não temos ketchup”. Perguntei: “mas como não tem ketchup?” Isso mesmo senhor, não temos ketchup. A casa não oferece mais ketchup aos clientes.” Respondeu a atendente. Já revoltado com isso que a atendente tinha acabado de me dizer, insisti: “mas como? São todas as lojas da rede ou somente esta?” Ela, simplesmente, com seu jeito de falar sem graça, me disse que não sabia informar. Até agora, não sei dizer se o modo como me dizia o que perguntava, se era para tentar ser agradável com o cliente ou se por vergonha de estar trabalhando em um lugarzinho tão miserável que sequer tinha condições de oferecer um sachê de ketchup ao cliente, para que o seu lanche não ficasse tão sem graça. Reclamei, mas foi em vão.
Enfim, minha raiva foi tanta, que eu comi em poucos minutos, tomei um refrigerante horroroso: acho que eles o diluíram mais que o normal, para render mais, pois não senti gosto. Nem água é tão insípida daquele jeito. Depois, só pensei numa coisa, ligar para a central de atendimento da rede e formalizar uma reclamação, mas também pensei em divulgar isso num jornal, inclusive colocando o nome da casa. Como o meu tempo é pouco e eu não estava a fim de esquentar a minha cabeça naquele momento, já atrasado para aula e cheio de coisas a resolver, acabei deixando de lado esta situação. Mas, isso não significa que minha raiva acabou, aliás, até hoje, guardo a nota fiscal comigo.
Fatos como o meu, ocorrem o tempo todo, mas infelizmente as pessoas não fazem nada para mudar isso. Geralmente, quando vou a diversas lanchonetes (sem generalizar, mas quase), das mais baratas com aqueles pastéis a R$ 1,00 até as mais caras, com lanches podendo chegar a R$ 20,00, peço que me arranjem algum ketchup, aí o atendente me dá apenas um ou quando a gente o trata bem no caixa, dá dois. Mas, quando peço mais, tentam nos enrolar, porque não podem dar. Querem nos limitar a consumir pelo que pagamos. Pode uma coisa dessas? Quando você pede mais ketchup ou mostarda, por exemplo, eles disfarçam, olham para os lados, para ver se o gerente não está olhando, pois se tentarem agradar ao cliente, podem levar depois o maior esporro. Acho que eles devem pensar que a gente está pedindo para levar para casa o que sobrar. E, mesmo que fosse, também pagamos por isso.
O pior é que essa mendigaria não fica apenas no ketchup, também no guardanapo. Eu, por exemplo, quando compro algum lanche, peço mais guardanapo, ou porque o lanche está muito quente, ou porque pode sujar a minha roupa, mas quando faço isso, me olham com uma cara, que Deus me perdoe! Finjo que não é nem comigo e continuo insistindo, mesmo quando o atendente mal-educadamente diz que o que ele havia me dado já era suficiente. Até parece que eles ou a loja estão nos fazendo um favor. É ao contrário. Será que ninguém ainda percebeu isso? Sem contar que, às vezes a raiva deles por você ter insistido ou da gerencia por algum motivo que não sei dizer, resolvem descontar isso em você, consumidor - que só deseja apenas fazer um bom lanche para continuar a sua rotina tão estressante - , dizendo que não tem o que você pede naquele momento. Tenho uma raiva disso! A gente não está comendo de graça não. Pagamos muito caro para isso, e merecemos ser tratado com respeito. Aliás, acho que deveria ser implantado de alguma forma, que quando a loja não tivesse guardanapo ou ketchup, por exemplo (é até ridículo dizer isso), que fosse fixado um cartaz informando ao cliente, e não fazê-lo de otário depois de já ter pago. Será que existe algum artigo na Lei dos Direitos do Consumidor que fale sobre um mal-atendimento ou um mal-oferecimento de um produto ao cliente? Pois, estamos sendo enganados.
Acredito eu, que isso não aconteça só comigo, mas com você também. Ou talvez, você diga que isso nunca tenha lhe acontecido, porque sempre ganhou mais ketchup ou maionese, ou seja lá o que for que tenha pedido. Mas, infelizmente, somos distraídos: pedimos coisas e não prestamos totalmente atenção nelas ou ao nosso redor, por estarmos numa fila conversando com alguém. Mas, se você se utilizar seu senso crítico, perceberá o que estou lhe dizendo.
O ser humano costuma a ter esse conceito de que miséria significa pobreza, inclusive eu. Com o tempo, fui aprendendo que é ao contrário, pois quanto mais um indivíduo tem, mais ele quer, e só o consegue se economizar, mesmo que ponha em risco à qualidade e a satisfação do cliente, por achar que o seu produto ainda é muito barato. Lamentavelmente, se vive como pobre para ser rico amanhã. No entanto, só posso te dizer que não é a primeira vez que casos como esses me acontecem. Porém, apenas agora que eu resolvi contar isso, pois estou de “saco cheio” dessa situação, e espero não precisar mandar uma dessas histórias para um jornal.
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DIEGO FRANCISCO
mundodimasiado@gmail.com
Escrito por DIego Francisco às 17h36
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Filas da Vida
Você já se perguntou, alguma vez, o porquê de termos de enfrentar tantas filas? É fila para isso, para aquilo, e por aí vai, e por mais que você tente fugir delas, sempre encontra uma nova fila e quando percebe, a fila já mede quilômetros, ou melhor, anos-luz de onde você está até o caixa/atendente.
Até para nascer há fila, pois desde o momento em que seu pai, “brincando” com a sua mãe, lhe põe para fora, você tem que seguir um caminho aparentemente curto, mas que dá trabalho, pois se você não chegar ao sol (óvulo) primeiro, provavelmente algum outro irmão-inimigo ocuparia o lugar que por direito é seu.
Enfim, você chega ao sol, e lá toma de conta do terreno, como quem invade uma terra. Aí, aquela trabalheira toda. É fila para consultar um médico, para saber como você está. Fila para te tirar dessa redoma, e por aí vai...
Você cresce e passa a deixar de ser acompanhante para tomar o seu lugar na fila, uma qualquer aí da vida. É fila para fazer a matrícula na escola, para entrar na sala de aula, fila na padaria para pagar o pão que você tenha comprado, entre outras mais.
É fila no supermercado, que inventou aquele “caixa rápido”, mas que no fundo demora mais do que se você tivesse enfrentado o caixa daquela gente com os carrinhos lotados. O pior de tudo é que esse tipo de caixa para poucos volumes, geralmente, só tem um atendente. Quando você ainda não tenha que disputar com um idoso, gestante e/ou deficiente um lugar na fila, ou uma simples chance de pagar pelo que está levando, porque já está com a barriga roncando de fome, ou tenha deixado a máquina de lavar em uso, ou simplesmente, deixado o feijão no fogo ou um filho dormindo.
Você vai ao banco, é aquele tormento: propagandas milionárias, tentando te iludir de que é um banco perfeito mas que funciona com dois a cinco caixas (como se isso bastasse para atender centenas de pessoas em dias de pagamento).
Como se as leis que tratam do tempo da fila adiantassem alguma coisa! Não tem fiscalização! O que você esperava? Às vezes, vem aquele funcionário para dar um papel para que você entregue ao caixa, para controlar o tempo na fila. Por que o papel não é entregue ao último da fila, mas sim, a alguém que está lá no meio? Outra coisa revoltante são aquelas cadeirinhas “me engana que eu gosto”, que na verdade é para fazer você esquecer o tempo da fila, batendo papo com um monte de velhinhos (coitados), mais para lá do que para cá.
Você vai a um hospital qualquer marcar uma consulta, é aquilo!: Uma fila interminável, uma atendente que te olha com desprezo, um monte de gente já pedindo para ser enterrada, que te dá uma “coisa” e você fica logo com vontade de ir embora, e fora o fato de chegar cedo para pegar “senha” para ser atendido. Você tem que madrugar lá. A droga da consulta está marcada para as 8h, o médico só começa atender às 9h/10h. Assim, não dá!
Se isso fosse tudo estaria ótimo, mas não é, e parece não ter fim. Para ir trabalhar é uma fila horrorosa, para entrar naquelas “latas de sardinha” (ônibus, metrô e trem). Nos veículos complementares, aquela coisa: você vai apertado. O cara quer botar mais gente do que a capacidade permitida e ainda tem o fato de colocarem, diversas vezes, aquele ridículo banquinho de plástico para que possa viajar mais um, e por aí vai.
Acho que você está compreendendo aonde quero chegar, pois do jeito que está, não dá! Para casar, você tem que enfrentar fila para marcar o dia e a hora do casamento. Só não tem fila para a morte, mas talvez tenha para entrar no inferno. No Céu, provavelmente não tem fila, mas quem é que vai para lá hoje em dia?
Você quer ir a um show, fila! Para almoçar num desses restaurantes self-service, mais filas (tanto para pôr a comida quanto para pagá-la). No entanto, não podemos nos esquecer daquelas filas que não se vêem, como por exemplo, quando você pega o seu bendito telefone para solicitar e/ou reclamar de algum serviço de telefonia, TV a cabo, cartão de crédito, bancos, lojas virtuais, entre outros, e fica ouvindo aquela “musiquinha lexotan”, para conduzir a suportar o tempo de espera, que nunca é de apenas um minuto e meio, e por aí vai...
Em dia de eleições, não tem igual: Você precisa comparecer a alguma seção eleitoral, porque é obrigado, enfrenta uma “fila do cão”, pega um monte de gente que não sabe sequer, assinar o nome, atrasando mais ainda (não estou criticando o fato de as pessoas não terem estudo, apenas ao sistema que não facilita para essas pessoas), idosos, muitos, que não têm mais a obrigação de votar, mas acham que por votar, estarão exercendo a cidadania, ou se não for por isso, querem provar para si mesmos que ainda existem. Ainda tem aquelas mães que carregam umas crianças maiores que elas, só para passarem na frente dos outros na fila, já que a lei favorece a elas, ou simplesmente, facilita ao erro. E, por aí vai..., o “nosso Brasil”, com as suas incontáveis filas.
Depois de tudo o que você enfrentou, pôde se dar conta, de que a vida está cheia de filas, e provavelmente terá de ocupar o seu lugar nela por bem ou por mal, mas terá de fazê-lo. Espero que você não tenha enfrentado fila, para ler este artigo. Até mais, em algum outro texto ou quem sabe em alguma dessas filas em que a vida nos põe.
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Escrito por DIego Francisco às 20h00
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